A música da manhã serve para a noite?

Raramente. Do começo ao fim do dia, o espaço muda de público, de ritmo e de barulho. A trilha que faz sentido às dez da manhã quase nunca faz sentido às sete da noite.

Por 4Shop Music, com curadoria de Gui Milani3 min de leitura

Um café de bairro no fim da tarde, quase vazio: no balcão de madeira, uma xícara de café ao lado de uma taça de vinho ainda vazia e um pequeno vaso com uma folha verde; ao fundo, mesas e cadeiras de madeira junto à janela.

A resposta curta

O seu espaço não é o mesmo lugar o dia inteiro. De manhã entra uma pessoa, à tarde entra outra, e às sete da noite o motivo da visita já mudou.

Uma playlist que toca igual das nove às dez vai acertar em algum momento. E errar em todos os outros.

O andamento é um botão

Em 1982, o pesquisador americano Ronald Milliman trocou o andamento da música num supermercado. Com música lenta, as pessoas andaram mais devagar pelos corredores, e o movimento do caixa foi maior.

Cerca de 38% a mais nas vendas diárias com música lenta, em comparação com música rápida.

Milliman, Journal of Marketing, 1982

Quatro anos depois, ele repetiu a ideia num restaurante. Com música lenta, os clientes ficaram mais tempo à mesa e consumiram mais no bar.

Isso não quer dizer que música lenta é sempre melhor. Quer dizer que o andamento muda o ritmo das pessoas. No jantar, ficar mais tempo é bom. No almoço corrido, com fila na porta, é o contrário: a mesa precisa girar.

Esse e outros três estudos sobre música e vendas estão no artigo Música aumenta vendas? →

Como programar a música por horário

Cada espaço tem o seu desenho, mas o raciocínio costuma ser este.

Na abertura, a equipe está chegando e entra pouca gente: uma trilha mais leve, que não cansa quem vai passar o dia ali. No movimento, o andamento acompanha o fluxo, sem pressa onde a pessoa precisa escolher e com mais energia onde a fila precisa andar.

À tarde, no horário mais lento, a trilha sustenta o clima sem dormir junto. No fim do dia, quem chega veio sem pressa: mais calor, mais calma, um pouco mais de personalidade.

E a semana também conta. A segunda de manhã não soa igual ao sábado à noite.

O que não muda

Muda o andamento. A marca continua a mesma.

Uma loja que soa como ela mesma de manhã não pode soar como outra loja à noite. A trilha das sete continua sendo a sua trilha, só que numa outra hora do dia. É essa linha que separa uma rádio composta para o espaço de uma sequência de playlists trocadas por horário.

Quem troca a música?

Ninguém precisa trocar. Quando a programação por horário é feita uma vez, com cuidado, ela roda sozinha.

E é de propósito que esse controle não fica no balcão. Quando quem está no turno escolhe a música, a trilha vira o gosto pessoal de cada um, e o espaço muda de identidade a cada troca de equipe.

Na 4Shop

Nos planos Identidade e Estúdio, a 4Shop programa a rádio por horário e por dia da semana, quando você pede. O andamento de cada faixa é acertado ao ritmo do espaço em cada fase do dia. É o método que chamamos de Mood Control.

Cada faixa, em qualquer horário, passa pelo ouvido do Gui Milani, curador e fundador, antes de entrar no ar.

Fontes

  1. Milliman, R. E. (1982). Using background music to affect the behavior of supermarket shoppers. Journal of Marketing, 46(3), 86–91. Ler o estudo
  2. Milliman, R. E. (1986). The influence of background music on the behavior of restaurant patrons. Journal of Consumer Research, 13(2), 286–289. Ler o estudo
A prévia

Que tal ouvir como o seu espaço pode soar?

A prévia é a sua rádio, de verdade. A partir do perfil da sua marca, compomos uma trilha sob medida, e ela toca no seu espaço por sete dias, sem custo. Você decide ouvindo.

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